Monday, February 5, 2007

Exemplos excelsos de liberais admiráveis

"I admire lady Thatcher, but I believe it's hard for her to walk, because of her big balls!"
(citação anônima, algum lugar do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte)

Gostaria de inaugurar o meu novo veículo de expressão de uma maneira elegante, porém direta e com uma homenagem àqueles que eu admiro, àqueles que se expressam da forma com que eu me identifico completamente, tanto que os escolhi como patronos deste blog.

São escolhas livres e corajosas que faço, e assim exercito a minha capacidade de exprimir-me livremente pela coragem de ser contrário ao que os esquerdistas acreditam que seja adequado.

Vamos então aos patronos desde blog:

The Rt Hon. Lady Margaret Hilda Thatcher, Baroness Thatcher,LG, OM, PC, FRS.

Maggie Thatcher, para os íntimos.

First and foremost, Lady Thatcher, Maggie Thatcher. Ela demonstrou como se pode com firmeza de caráter e uma imensa força de vontade fazer curvarem-se os sindicalistas sanguessugas comunistas que levaram o Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte à beira do cadafalso, abrindo o caminho para o capitalismo em seu estado primevo e natural, à livre expressão do indivíduo em todo o seu imenso potencial, livre de pressões que o fizessem curvar-se.
Maggie Thatcher é corajosa e, oh boy, she's got big balls, e por isso é patrona número 1 deste blog.




Franz Paul Trannin da Matta Heilborn,

o "Paulo Francis"

Sim, Paulo Francis. Wow, make no mistake about it, ele é tão importante que quase foi para o topo da lista. Um liberal de altíssima estirpe, que sempre soube estar do lado certo da argumentação, o nosso, é claro. Francis hipnotizou milhões de brasileiros contando as maravilhas da América por trás das telas da TV por todos os anos 80, e só por ele podíamos conhecer o que realmente se passava no mundo longe da influência melíflua da nossa mídia liberal e hipnotizada pelas promesas vãs de cocômunistas e petistas abjetos. Depois, não bastasse ele ser um excelente apresentador de TV, resolveu então tornar-se um intelectual, quando passou a demonstrar um conhecimento imenso, ilimitado, sobre qualquer assunto, qualquer, nos jornais e na TV. Era delicioso ver Paulo Francis mostrar como estávamos sempre certos de coisas que só sentíamos no coração, e não soubemos expressar a não ser quando ele deu os nomes corretos às nossas broncas. Paulo Francis defendeu a pátria à própria morte com todas as suas forças, mesmo contra a maior e mais maléfica corporação deste país, a famigerada Petrobras. Verdadeiros heróis liberais a vêm combatendo desde sua criação no começo do séc. XX, mas Francis foi o verdadeiro campeão, o nosso Sir Lancelot. Tal batalha custou-lhe demasiado, pois é notório e sabido que Paulo Francis pereceu nas garras deste monstro estatista. Paulo Francis é nosso segundo patrono deste blog porque, oh boy, he's got big balls.



Diogo Mainardi

Diogo (aqui em uma rara foto na juventude de Londoner), um Bocage da pós-modernidade, o escritor legendário que colocou uma pá-de-cal em Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha et Caterva e toda aquela boboquice de esquerda burra de sertanejo antes de tudo é um forte em coisa de 150 páginas com "Polígono das Secas", mostrando como faltava o feijão da verdadeira tradição humanística debaixo de personagens em tudo esquálidos, nas páginas e na pele. Em seu silêncio corajoso nas letras eruditdas que hão de um dia voltar, Mainardi nos acorda para a dura realidade de que todo liberal não pode fugir, aprendida nos bancos escolares da London School of Economics: somos uns bananas e não temos jeito, a iniciativa do brasileiro é banana por definição, e o povo deste país é uma corja irritante de penduricalhos pedintes a que nada lhes pode ser confiado, este povinho besta a quem também falta o feijão da sustança intelectual, a "mistura", como eles gostam de chamar, da altivez e o Sazon do gosto pela cultura realmente refinada. Mainardi diz isso na nossa cara toda semana, para fazer acordar aos mortos de caráter e moral. Most certainly, o nosso terceiro patrono deste blog, oh boy, he's got big balls.



FHC, o brasileiro do século

Fernando Henrique Cardoso, o homem mais inteligente do mundo, mudou o Brasil em 8 anos e ficará para sempre no coração do mais empedernido liberal e libertário. Como começar a descrever o período de bonança e maravilhas de seu governo? Era ou não era chique ter na presidência um intelectual de tamanha envergadura, um verdadeiro albatroz da política, e ainda charmoso. Olhem bem a foto aí do lado, ele é praticamente um pop star filósofo e sábio. Critiquem o seu trabalho acadêmico, o próprio é um dos primeiros a fazê-lo, mas FHC é mais um de nós, claramente, que estamos do lado certo desta disputa contra um povinho atrás de um homem que nem credenciais acadêmicas para ser atacado tem, este oligodáctilo indecente que não merece nem ter seu nome mencionado... mas voltemos ao presidente: FHC chegou na presidência e encontrou um país repleto de privilegiados, deitados eternamente no berço esplêndido das bonanças garantidas pelo Estado (qualquer semelhança com a pátria do bolsa-caraminguá não é mera coincidência!). FHC deu a eles o que eles mereciam: NADA! Isso mesmo, tem que ter peito e falar as verdades duras sobre esta corja! um sociedade liberal não está aqui para dar boa-vida a malandro, não! Este monte de vagabundo! vagabundo! vagabundo! VA-GA-BUN-DO! que enchem as nossas ruas... eles querem mais é moleza... não tem não! Tem que ralar! Cadeia pra todo mundo! O negócio é porrada mesmo! E foi assim, em um sonho de república democrática de 8 anos que vivemos felizes e não sabíamos, éramos tão bem tratados por um governo que nos brindava a todos, mas todos mesmo, sem exceção: operadores de mesa, industriários, investidores, fazendeiros, socialites, intelectuais, formadores de opinião etc com a política real, state-of-the-art, e ainda dávamo-nos ao luxo de exigir deste governo lições de casa ... que ele além de tudo entregou. Desculpem-me, mas, cara, que emoção. Parafraseando Francis.. WOW! WOW! FHC rules, man, oh boy, he's got big balls.



Pedro Bial

Pedro Bial, o penúltimo de nossa lista. Você deve estar pensando aí, hey dude, wait a minute, Pedro Bial? A seqüência até agora era a ordem canônica para qualquer liberal que se preze, mas este aí destoou. Antes de Bial vêm Hayek, Adam Smith, Roberto Campos, Caetano Veloso, Arnaldo Jabor, Olavo de Carvalho, Miriam Leitão, Francis Fukuyama, talvez até Boris Mintschuk, a despeito do sobrenome, venha antes de Pedro Bial.


Acontece que esta é uma lista de patronos, e não um ranking. Então, dois princípios me guiam nesta escolha livre:

1 - Não convém evocar todos os titãs e todo o panteão de uma só vez: não quero ter como patronos Mill, Hayek, Hume, Smith e von Mises. Todos, aliás, desdenhariam esta honra por liberais demais que são e, ademais, este é um blog sobre a supremacia liberal, um feito sobretudo de Maggie Thatcher, que todos os representa muito bem, deixando o espaço de outra forma reservado a tantos economistas que ajudaram a moldar a civilização ocidental disponível para homenagens a outros aspectos do liberalismo e do libertarianismo.

2 - A lista ainda não acabou, este é apenas o penúltimo membro. Eu sei que isto não é um princípio que guiou-me nesta escolha livre, mas uma decorrência de eu estar no penúltimo item da lista, mas vivam com esta incongruência: a missão de todo liberal que tem juízo é não questionar a realidade que já está apresentada como é e sempre foi e fazer de um limão, limonada. Estou aqui também para educá-los.

Pedro Bial, enfim, apresentador de TV, diretor de cinema, autor de poesia multi-mídia e orador oficial de poesia multi-mída na Rede Globo. Pedro Bial faz parte da maior experiência de vanguarda e originalidade da TV brasileira: o Big Brother Brasil, ou simplesmente BBB. Pedro Bial em seu Big Brother promove um show baseado em princípios básicos da ciência econômica e muito caros a qualquer liberal digno do nome: o viés darwinista de sobrevivência, adaptação e seleção natural nas relações humanas, e como eles levam para o resultado ótimo. O show de Pedro Bial é praticamente uma lição de expectativas e agentes racionais, estando assim anos-luz adiante de qualquer outra coisa na TV em termos de conteúdo educativo e pedagógico. Toda criança, independentemente da idade, deveria assistir ao Big Brother Brasil de Pedro Bial, para entender que a vida em sociedade, em última análise, deve ser exatamente como a dos protagonistas da casa: um jogo de vale-tudo pela sobrevivência do qual depende a perpetuação da espécia humana (perpetuação esta muito bem representada pelo edredon), uma luta em um ambiente fechado cuja única saída é o paredão. Pedro Bial comanda o verdadeiro show da vida com sutileza e gentileza de lorde, mas com a coragem e a sinceridade de um verdadeiro filósofo, oh boy, he's got big balls, e por isso é o nosso patrono de número 5.



Caetano Veloso

Caetano é lindo.
Não importa se você discorda de tudo o que eu escrevi até agora, isto é uma verdade.
Caetano desafia a compreensão, o entendimento e a própria quietude que por vezes é em pessoa.
Caetano é todos e é um só, e you can't touch this.


Não quero saber se ele discorda de tudo o que eu escrevi até agora, isto é uma verdade.
Por indefinível, o avesso do avesso do avesso do avesso, (you can't touch this) Caetano é o nosso patrono número 6, he's got big balls.


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